Apometria pegadas de luz

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Eu te amo!” Tá, e daí? ( Paula Adriana c.h. da Luz)



Eu te amo!” Tá, e daí?








Quantas vezes você já pensou que morreria por causa de um amor e quando inevitavelmente o relacionamento acabou você sobreviveu?
Quantas pessoas já te juraram amor eterno, mas no momento de dificuldade, colocaram-se em primeiro lugar?
Algumas pessoas sofrem, choram; constroem situações constrangedoras; controlam; surtam e ainda consideram isso verdadeiras provas de amor. Mas não conseguimos acreditar fixamente que isso seja amor pelo simples fato de termos o ideal de que amor é algo que vá nos elevar e não algo que cause dor e peso existencial.


O amor é uma energia. O problema é que as pessoas não sabem como usá-la.
Provar o amor a uma pessoa não é chorar, se descabelar, discutir, armar barracos, fazer exigências. É simplesmente amar, cuidar e querer bem.
Não importa o quanto seja intenso o amor que você sinta por outra pessoa, se este sentimento se tornar um peso ou algo que afete negativamente o outro – por mais que ele tenha inicialmente um sentimento de reciprocidade – chegará um momento em que a pessoa vai optar pela autopreservação.
O fato de sentirmos por alguém um sentimento forte não nos torna dono delas. Muito menos nos dá o direito de prejudicarmos o outro porque estamos sofrendo com a intensidade de nossas dores.
Se você é inseguro e ciumento, a outra pessoa não é obrigada a arcar com isso. Não exija que ela permita-se ser monitorada 24 horas a fim de te deixar tranquilo, para que você não possa sofrer.
Se você é uma pessoa carente, não exija do outro atitudes de extrema atenção, exigindo um esforço para colocar você em foco a todo o momento.
Se você é muito diferente do seu parceiro, pare de tentar mudá-lo, ou ainda comparar os seus gostos, considerando-os melhores.
Se você tem traumas, vá atrás de tratamentos e resoluções. Não fique esperando que seu parceiro pare no tempo com você esperando um milagre acontecer, afinal todos temos nossos traumas (e ele também tem os dele). Ele pode estar presente, dar auxílio, mas a responsabilidade da melhora é sua.
O seu amor jamais deve forçar uma pessoa a ser “melhor” do que é. Mas ele moverá você para ser uma pessoa melhor!
Ele é um impulso, empurrão. Se você não souber onde quer chegar, poderá nunca alcançar o destino desejado e ainda poderá machucar aqueles que forem atropelados por você.
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer sobre o ex “ele está com outra pessoa, eu não tenho raiva dela, tenho até dó”?
O amor neste caso deixa de ser algo bom desejável, torna-se uma espécie de sofrimento. Isto porque nós definimos algo bom ou ruim, pelas somas ou subtrações que isso traz para nossas vidas.
E quando você se depara com um relacionamento, onde a pessoa te coloca numa prisão de exigências, criticas, insultos, conflitos e situações difíceis você se questiona porque está permitindo isso?
Ou ainda, quando você está ao lado da pessoa em tudo o que ela precisar – inclusive, em alguns casos sendo afetado negativamente -, e no momento que você precisa de auxilio ela deixa bem claro que não pode fazer nada, já que “também tem seus problemas”.
Pior ainda é quando você, devido às complicações do relacionamento, tenta desabafar e dividir com o outro seus sentimentos. O outro, além de sentir-se insultado, ainda te critica ou é ingrato, apontando-lhe os defeitos ou até mesmo dando –lhes defeitos dos quais você não merece.
E então, quando cansamos de toda essa situação, percebemos que a condução do relacionamento está indo de mal a pior a outra pessoa simplesmente diz:  “ Eu sou assim porque eu te amo”
Aí você pensa: bem, você me ama, eu sei. Mas, e daí?
Do que vale alguém que tenha um sentimento de posse por você? Quer estar ao seu lado, mas não contigo (tem que ser como a outra pessoa quer, só vale se for assim)?
Do que vale uma pessoa que chora por você se não está preocupado com os motivos que te faz chorar?
Do que vale uma pessoa que deseja ter um futuro com você, mas não se importa com os seus sonhos?
Do que vale a promessa de apoio, se na hora dos problemas ele irá argumentar sobre os problemas dele?
Do que vale a promessa de amor eterno de alguém se este alguém espera que você pule de um penhasco, mas não tem a menor intenção de fazer o mesmo por você?
Do que vale um amor se ele te faz ficar parado no tempo, se não te eleva, não te agrega?
O primeiro amor de nossa vida sempre será por nós mesmos. Tudo o que você amar e que não te fizer bem com o tempo causa dor. E acredite: com o tempo tudo passa. Ódios, paixões, amores, dores. Mas você terá que aturar a si mesmo, até o fim de seus dias. Por isso, ame-se.

Escrito por Paula adriana Canella da Luz

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Esperança versus rejeição da realidade

Esperança versus rejeição da realidade




Quem já não ouviu, em meio ao sofrimento, aquela frase de ânimo “tenha esperança”?
A esperança é o sentimento que nos leva a acreditar que algo é possível, mesmo quando há indicações do contrário.
Tenho percebido ao longo do tempo duas situações onde podemos observar a presença da esperança:
A primeira é nas pessoas que conseguem analisar os fatos. Conseguem prever o que possivelmente possa acontecer baseado na realidade, mas mesmo assim conseguem ter energia para torcer por um milagre. Algo que faça dar certo, mesmo que seja uma pequena possibilidade.
Neste caso, a esperança é salutar, pois todos nós devemos ter em nosso interior o aquecimento do otimismo. As pessoas que conseguem manter um pé na esperança e o outro na realidade conseguem manterem-se preparadas para dois resultados, seja qual for, o que também é bom para nossa saúde emocional.
esperanca“A esperança é o sentimento que nos leva a acreditar
que algo é possível, mesmo quando há indicações do contrário”
Mas, por outro lado, vamos dar uma observância para aquelas pessoas que repelem a realidade! Ou ainda, que procuram a esperança onde ela não existe.
Para explicar esta segunda situação, é mais fácil que possamos nos perguntar: você já viu alguém tentando se auto enganar? Mentindo para si mesmo pelo simples fato de não conseguir enfrentar a verdade?
Isto ocorre frequentemente com pessoas em relacionamentos obsessivos!
A pessoa, vítima de um sentimento obsessivo, possui dentro de si sentimentos fortes, capazes de causar sensações físicas, como medo, euforia, orgulho inflamado, alegria e tristeza. Uma verdadeira tempestade emocional, que circulam rapidamente dentre de apenas uma mente.
Quando afeta a capacidade de raciocinar desta pessoa, chegando ao ponto de não conseguir encontrar explicações para tudo o que sente e, principalmente, o que sente ou acontece com o outro, as coisas lógicas tendem a se tornar descartáveis.
Então se iniciam as mais variadas teorias, e apesar de serem muitas, com o andar da situação, mudanças de humor, pensamentos e sensações vão sendo eliminadas, até que em certo ponto, fiquem sem nenhuma explicação, fazendo com que a pessoa sinta algo devastador dentro de si, mas não consiga explicar o que é e o porquê deste sentimento.
As perguntas começam variando desde quando começou o sentimento até o ‘por que comigo?’, ‘por que aquela pessoa?’.
Não encontrando a resposta lógica, a pessoa começa a procurar na visão mística!
E é aí a casa da ‘esperança má’!
Aquela sensação forte de que as duas pessoas são predestinadas e que tudo o que ocorre de errado é devido a interferências de outras pessoas. Ou ainda, provas de que devemos lutar a todo custo!
Dos exemplos mais comuns:
Traições inocentes!
Você se apaixonou por uma pessoa promiscua. A seu ver esta pessoa está sofrendo assédios espirituais, fazendo com que ela faça coisas que acredita que ela não seja capaz!  Neste caso, a esperança de que esta pessoa esteja agindo contra sua própria índole, será capaz de te fazer perdoar qualquer traição, relevar mentiras, atos e até mesmo se compadecer, acreditando que precisa ajudar mais.
Neste caso você rejeita a ideia de que o outro possa ter agido por livre e espontânea vontade, juntando a falsa esperança de que o conhece o suficiente para salvá-lo, não levando em conta de que às vezes não pode salvar uma pessoa dela mesma. O máximo que podemos fazer é ajuda-la, isto claro se a outra pessoa quiser ser ajudada.
Outro caso também é “culpa dos outros”
Esta é sem dúvida uma das piores situações, pois a não aceitação da realidade afeta não apenas o casal como também outras pessoas.
Culpar os outros por inveja, ciúmes ou diversas situações é a melhor fuga para os problemas. É transferir a responsabilidade do casal para terceiros! E olha que irá sobrar desculpas, tais como: ‘a ex que fez feitiçaria’; ‘a fulana que está assediando’; ‘o beltrano que tem inveja’; e ‘o mundo que é feito de pessoas más’.
Na verdade, nestes dois casos, o sentimento que te faz permanecer na ideia fixa e mística de que tudo está errado é culpa dos outros, não se trata de esperança, mas sim de negação.
“É a verdade dói na ferida da ilusão”
Negar-se a acreditar no que é real é muito mais do que esperar um milagre que possa vir acontecer, e sim afirmar que as coisas só são reais se forem como você quiser.
E neste caso não aceitar a realidade pode ser mais doloroso, pois quando tentamos nos esconder atrás da ignorância, não querer saber a verdade, e ficar apenas com o que pensamos pode ser um verdadeiro inferno. Sim, você vai imaginar e prever coisas muito mais terríveis do que realmente são. Nossa imaginação pode ser muito cruel.
É a verdade dói na ferida da ilusão. Assim como o sabão dói quando precisamos limpar um machucado. No entanto é necessário juntar forças e lavar o que for ilusório, porque a mentira infecciona e mentir para si mesmo é infecção interna. Os outros podem não ver e você terá que pedir ajuda. Talvez quando estiver disposto a pedir socorro o seu mental possa estar gravemente comprometido.
AUTORA: PAULA ADRIANA C.H DA LUZ
(01/02/16)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A culpa ( Paula Adriana canella da Luz)



Nada é mais cansativo do que tentar mudar uma pessoa que não quer ser mudada, mesmo que essa mudança beneficie exclusivamente a própria pessoa que necessita de uma melhora.

Nada é mais exaustivo do que ficar repetindo letra por letra sobre as consequências negativas de atos impensados, tentando desesperadamente fazer com que o outro veja o que queremos expor, compreendendo coisas que muitas vezes para nós parecem extremamente simples ou racionais.
O problema é que muitas vezes queremos isentar quem gostamos de sofrimento ou situações dolorosas. No entanto, não percebemos que ao isentá-la de um sofrimento necessário ou ainda uma experiência, por mais desastrosa que pareça, ao invés de auxiliar ou protegê-lo, estaremos apenas expondo-a a perigos a longo prazo.
O ser humano desde o nascimento inicia um processo de assimilação de informação de tudo o que está à sua volta. E o acúmulo destas informações formarão uma base de dados, que poderá ser utilizada para coisas simples como falar, entender o que ouve, entender o que vê e principalmente as decisões do que fazer ou pensar.
“A culpa é como uma
febre no bom senso”
Porém, mesmo aprendendo através dos nossos sentidos (audição, visão, tato, olfato e paladar) sobre o que é quente, frio, seco, molhado, doce, azedo, cócegas e dor etc.), ainda vamos ter os ensinos impostos pela sociedade em que vivemos, como costumes, moralidade, educação, comportamentos, crenças. Enfim, aceitamos esses dois canais de informações como fontes de evolução intelectual. Porém, existe ainda uma fonte de informação extremamente importante, inclusive, que poderá colocar toda teoria que formatamos através de nossa base intelectual a prova: a experiência!
Quando precisamos passar por algo que inicialmente nos parece fácil e irrelevante, e percebemos que a informação e conhecimento teórico de determinado assunto não são suficientes para conter as sensações e sentimentos contidos no mesmo corpo, testamos além de nosso nível de inteligência. Testamos também o nível de nossa consciência, nosso autocontrole emocional.

Mas então nos perguntamos:
Se a assimilação de informação, expandindo nossos conhecimentos, nos torna pessoas evoluídas intelectualmente, por que não é suficiente para conter nossos impulsos?  O que nos torna evoluídos espiritualmente?
Esta pergunta poderá ter muitas respostas, como: “ sabe-se que é evoluído quando a ofensa do eu próximo não te inflar o ego” ou ainda “quando a balança de tua consciência pender fortemente para a necessidade de amar, tornando o peso do ódio irrelevante, então saberá que és uma pessoa melhor”. Entre essas há centenas, mas vamos nos dedicar a uma característica básica e primitiva de uma pessoa da qual tem a consciência acordada.
 A culpa
A explicação é muito simples: nem sempre a evolução intelectual anda emparelhada com a evolução espiritual. Ou seja, um homem que pouco desconhece sobre leis poderá ter nítido em sua mente as consequências negativas ao cometer um crime, como por exemplos roubos, traições e assassinatos.
No entanto, um conhecedor das leis poderá inclusive utilizar do seu intelecto para manipular o sistema, para poder cometer crimes que, para ele, são ferramentas para chegar aos seus objetivos.
A culpa é como uma febre no bom senso, ela causará um mal-estar, uma diminuição no ritmo do doente e também fará com que ele pare e reflita o que ele fez para que ele chegasse a esta situação. Logo, analisando os sintomas ele chegará a causa e perceberá que o único capaz de inflamar nossa consciência somos nós mesmos.
A culpa tende a dilatar os pensamentos e também os pontos de visões das pessoas, a partir daquele momento, a pessoa tomará um maior cuidado para não voltar à etapa febril, agindo de forma mais cautelosa para com os outros, lógico tendo em vista o bem-estar de si próprio.
Quem se culpa verdadeiramente assume a responsabilidade de ato danoso que cometeu. Em algumas situações ele tentará corrigir em outras ele simplesmente evitará cometer novos atos.
Ela é a reação necessária para a expansão do intelecto espiritual. E ela sempre queimará de dentro para fora e não ao contrário, por isso, de nada vale tentar convencer alguém a senti-la, ou ela sente ou simplesmente não.
A pessoa que não se responsabiliza pelos seus atos, normalmente possui o péssimo hábito de culpar os outros, podendo até mesmo acusar a pessoa que tenta ajuda-lo.
Por isso, por mais que desejemos que a pessoa entenda os argumentos ou exemplos que damos a eles, alguns conhecimentos ele só terá testando sua capacidade de decidir, mesmo que as consequências dessas decisões sejam ruins.
Todo êxito, fracasso, erro, acerto, alegrias e lamentações compõem nossa sabedoria, tentar evitar que outra pessoa experimente essas etapas é muito mais do que impedir consequências ruins e priva-la de num futuro saber como diferenciar as certas, e até mesmo acertar. Se ele não aprender as dores de uma queda, dificilmente saberá andar de bicicleta com segurança.


Paula Adriana Canella da Luz 

                                                                      (autora)

sábado, 16 de janeiro de 2016

“Com o tempo passa”


“Com o tempo passa”. Mas quanto tempo?




Quando uma pessoa está sofrendo muito pela perda de algo ou alguém, há quem diga que o tempo cura tudo; que o sofrimento, com tempo, passa.
Mas quando são questionados sobre quanto tempo é necessário para passar, alguns dizem que vai demorar um pouco; outros vão dizer que é mais rápido do que se pensa.
Cada um irá medir o tempo conforme sua experiência própria. Aquele que superou rápido dirá que é quase instantâneo. Aquele que demorou mais irá divagar sobre todos os processos até o esquecimento total da dor.
Podemos chegar à conclusão de que não é o tempo que muda as coisas e sim que as pessoas mudam. E coisas que antes era muito importante acabam por perder a importância, quando amadurecemos. Vemos tudo de uma forma diferente, o espirito expande e moldes antigos já não servem mais.
Algumas pessoas narram as frustrações que passaram como uma batalha medieval, exaltando o êxito e agradecendo a sua fé, que supõe ter sido a força que o fez vencer.
Outros lamentarão o que se passou, utilizando o passado como desculpa para justificar suas dificuldades e erros atuais e futuros, e, em alguns casos, as pessoas agradecerão pelo que deu errado, vendo que com o tempo, aquilo foi o melhor que aconteceu!
A humanidade está tropeçando nos mesmos problemas por eras. Mesmo com toda tecnologia, conhecimento e descobertas, a paixão, relacionamentos amorosos, ganancia e poder seguem sendo os principais ativos de sofrimentos nos seres humanos.
Frustrações, depressões, fobias e transtornos, são nomes modernos para sentimentos tão antigos. As gerações vão passar. O dia, a noite, o sol e o ar serão os mesmos. As horas ainda terão as mesmas quantidades de minutos; as estações também vão cursar em seu tempo certo, o que vai mudar somos nós.
E cada um tem seu tempo. Por isso, se sofre, de nada vale ficar esperando o tempo passar, esperando que envelheça para tomar uma atitude. Acelere-se. Se o tempo não para para você, não fique parado nele.
É muito comum, ouvir outras pessoas dizendo a quem está sofrendo, principalmente por outra pessoa, a seguinte frase “ Calma, com o tempo isso passa, cuide-se”.
O desânimo sempre toma conta quando a tristeza é pesada. Falta de ânimo faz com que a pessoa fique desesperada para a dor passar logo para que consiga seguir em frente.
O que muitas vezes essa pessoa não saiba é que ela terá que se cuidar mesmo com a dor intensa, como quem limpa uma ferida, que para não infeccionar precisa passar pelo doloroso processo da limpeza.
Muitas vezes é necessário “arrastar os pés”, mesmo que sofrendo, para não ficar parado!
E quanto mais rápido conseguir andar, maior a probabilidade de superação, afinal não existe cabeça vazia, a mente sempre ficará processando dados. E se os últimos dados são dolorosos, ela ficará reprocessando, remoendo tudo o que passou!
Assim como um tanque cheio de agua suja, quanto mais adicionar água limpa, mais rapidamente a água suja vai perdendo espaço e desaparecendo.
Talvez seja por isso que existe o ditado “só um amor novo cura o outro”. Na verdade, isso quer dizer é que temos uma capacidade incrível de substituição, de coisas ruins por coisas boas, certa vezes até trocamos coisas ruins por coisas ainda piores. Por isso temos o sentimento de que a dor anterior era sempre menor.
Nossa maior dificuldade é encontrar o amor próprio, sempre esperamos que outra pessoa nos ame, completando vazios. Por isso algumas pessoas se destroem quando são rejeitadas.
Quando somos nós a ter que nos responsabilizar pelo vácuo que encontramos dentro de nosso coração, não sabemos o que fazer, ficamos desesperados, estamos acostumados a encontrar soluções, respostas e nunca ser a solução.
Amar a si mesmo nem sempre é um sentimento, e sim uma ação. É você levantar, tomar banho, mesmo quando se quer ficar deitado e dormir para esquecer. Se ajeitar, se achar bonito, sorrir e sair para a vida, sem intenção de resolver hoje o que te doeu ontem.
Amar a si é conseguir sentar-se tranquilamente para assistir um filme ou ler um livro, sem achar que está perdendo tempo, pois poderia estar na rua para se esbarrar em alguém que possa vir a ser um futuro amor.
Amar a si é procurar aprender coisas novas, não para provar ao outro o que ele perdeu ou que é melhor que ele ou outros. Mas sim pelo fato de você se auto admirar, não precisando que alguém lhe encha o ego com elogios.
Amar a si é sempre mais difícil, porque esperamos sempre que o amor seja um sentimento que nos motive, quando na verdade, é educar-se a si, com toda a atenção que você merece, ao invés de esperar atenção de outros.
Amar a si não tem a ver com que os outros pensam de ti. Ao contrário: isto é ego, e normalmente o ego sempre causa mais dor ao seu interior.
Então, entenda que o tempo é moeda de troca, ele terá um valor, conforme o câmbio, onde a moeda que vale são suas ações.
Paula Adriana C.H da Luz

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Educação emocional


Educação emocional para relacionamentos com pessoas de gênios diferentes



Educação emocional para relacionamentos com pessoas de gênios diferentes!
“Nada irrita mais uma pessoa geniosa do que estar no meio da discussão e a outra pessoa simplesmente achar que pode resolver tudo chorando”.
Todas as pessoas são únicas, e ainda possuem a facilidade de mudar suas formas de pensamentos, decisões e até mesmo os atos. Nisto não há problemas, afinal todos são seres humanos, certo?
Certo, todos devemos ser educados a aceitar as diferenças do outro!
Mas…, e quando esta pessoa tão diferente é o seu ser amado?
Bom, neste caso a situação fica complicada, pois um relacionamento onde duas pessoas puxam para lados opostos pode acabar virando um verdadeiro cabo de guerra, e o grande problema é: quando um soltar o outro irá se machucar!
Isto ocorre muito quando uma pessoa emotiva se relaciona com uma pessoa geniosa.
A pessoa geniosa se irrita muito fácil com coisas mal resolvidas; gosta de praticidade; tem sentimento de urgência; precisa fazer as coisas acontecerem! Procura racionalizar e comprovar suas próprias teorias. Grande parte das pessoas de gênio forte possuem suas opiniões formadas, e vão defende-las o quanto for necessário até que provem o contrário. E, sinceramente, a única forma de convence-las a mudar de opinião é comprovando através de fatos ou argumentos minunciosamente encaixáveis em seu raciocínio.
Caso contrário, não insista! A pessoa de gênio forte, possui em si a energia da batalha, dificilmente se dão por vencidas e quando realmente são derrotadas, cobram de si mesmo, num gesto podendo ser considerado inclusive orgulhoso. O genioso cai já pensando na forma de se levantar! Respeita o oponente, assume quando erra, mas não se deixa escravizar pela culpa.
Uma forma de irritá-lo? Comece a chorar sem prestar atenção em seus argumentos, faça-se de vitima, demonstre fraqueza. Acredite, a melhor forma de você desanimar o seu parceiro genioso é fazer com que ele deixe de admirá-lo. E para isso, demonstre-se uma pessoa instável, confusa, insegura e principalmente, mostre-se uma pessoa fraca, incapaz de brilhar sozinha.
A pessoa emotiva
Enquanto o genioso é o solo firme da razão, capaz de acreditar apenas no que pode ver ou sentir, o emotivo e um verdadeiro mar de emoções, capaz de viver em dois mundos paralelos, o que ele vive e o que acredita viver!
O emotivo é muito mais do sentir, é aquele que vive a procura de sensações, e ele guarda tudo, um verdadeiro acumulador de sentimentos, justamente por isso, vivem a ressentir traumas antigos, lamentações, alegrias, saudades. É considerado o maior degustador da melancolia.
O emotivo nunca esquece! Ah!!! Ele tem uma memória incrível de todos os quadros sentimentais por quais passou, e ele consegue além de lembrar o ocorrido, recordar também do que sentiu e da forma com que sentiu, de certa forma capaz até mesmo de sentir uma leve amostra do passado.
Mas esta capacidade também é um verdadeiro Cavalo de Tróia, justamente por não ter facilidade de esquecer é que ele dificilmente consegue superação de seus traumas.
Mesmo que num futuro ele entenda que aquilo foi melhor ou que ele se admire por ter conseguido passar por tamanha situação, ele sempre terá um resquício de sofrimento, e esse pequeno resquício é capaz de fazer com que ele tenha medo de arriscar, preferindo muitas vezes desistir.
A pessoa emotiva dificilmente
consegue superação de seus traumas
Um dos grandes problemas do emotivo é que suas emoções interferem em suas ações, complicando desde seu trabalho, vida familiar até a sua vida social.  Às vezes entra em conflitos por ficar sensível a qualquer tipo de comentário ou ação. Ele maximiza demais o que os outros fazem em relação a ele, mesmo quando as coisas não tenham nada a ver com ele.
A pessoa emotiva tem a mesma capacidade de arrumar uma briga quanto uma pessoa geniosa. A diferença básica é: enquanto o genioso vai avermelhar, tentar provar seu ponto de vista, concluir a questão em pauta, o emotivo vai chorar, lamentar e discorrer repetidamente o quanto aquilo lhe dói e o quanto ele sofre, e tentar calar-se, esquecendo a situação, mesmo ela não sendo concluída.
É justamente aí onde começam os grandes problemas na falta de educação emocional das duas partes.
Educação emocional
A educação emocional serve em primeiro lugar para permitir que duas pessoas de emocionais diferentes consigam se relacionar sem que haja confrontos.
Não podemos dizer que não haverá conflitos, afinal duas pessoas com visões opostas podem ter opiniões e atitudes diferentes sobre uma mesma coisa. Mas evitar sim o confronto, permitindo que os dois se exponham e se respeitem sem prejudicar-se de formas físicas ou verbais.
A educação emocional é muito usada no inicio do relacionamento, no namoro, onde uma das partes, em diversos momentos, cala-se para não ofender o outro a quem quer ganhar. Afinal, quantas vezes você concordou com coisas que você considerava ridícula só para não criar uma má visão da outra pessoa?
Mas antes, além de sabermos como educar nosso emocional, é necessário entendermos também o emocional do outro, como por exemplo:
A pessoa de gênio forte pensa tanto quanto o emotivo, mas ele possui uma necessidade imensa de enfrentar e superar o que houve, ele gosta de acumular êxito para desvalorizar ou minimizar seus fracassos! Durante as discussões com um emotivo, ele pode perder a paciência justamente com a sensibilidade, isto porque, ele poderá confundir a pessoa sensível em excesso como uma pessoa fraca, irresponsável e incapaz. Isto claro causa muita frustração no genioso, pois é justamente força mental e autossuficiência que o seduz, se a pessoa que está ao seu lado não apresentar as características que o atrai, o genioso passará a vê-lo como um peso, um atraso e começará uma batalha em tentar mudar o outro e em ultimo caso, ele perde o interesse.
A pessoa de gênio forte possui uma necessidade
imensa de enfrentar e superar o que houve
A pessoa emotiva por outro lado se assusta com tanta agressividade emocional vinda do parceiro genioso. Ele prefere calar-se sempre, pois sabe do poder de persuasão do outro, tentando desesperadamente fazer que a pessoa de gênio forte utilize toda sua inteligência para entender o que ele sente. E quando isso não acontece, ele começa a sentir solitário e desanimado. A certo ponto, o emocional pode ver o outro como um tirano, temendo-o, incapaz de compreendê-lo, logo ele se fecha, se martiriza e inicia um sentimento de peso em relação ao seu relacionamento.
Este ponto é o mais complicado. Se o emotivo começar a sentir que a relação é algo pesado demais, ele faz exatamente o que esperam dele: ele desiste.
Muitas vezes, ambos se questionam sobre por que se apaixonaram por uma pessoa tão diferente. Mas esta pergunta é irrelevante, pois ambos se atraíram pelas virtudes que cada um apresentavam. O problema não está na atração, mas sim em manter-se juntos durante as diferenças. Por isso, quando estiver com grandes problemas, não fique procurando uma explicação no por que se uniram, mas sim o que está impedindo em ficarem juntos. 



Terrorismo emocional nos relacionamento







Quem nunca deixou de fazer algo que tanto gosta pelo simples medo de ser mal interpretado pelo companheiro? Quem nunca ficou apavorado com um julgamento inacreditavelmente negativo e errôneo sobre si e ainda se sentindo culpado e até mesmo com medo de ser revidado, simplesmente porque o outro o acredita que sua imaginação é verdade absoluta?
Quem nunca passou por isso certamente é um felizardo, que não sabe o que é terrorismo emocional.
O terrorismo começa quando permitimos!
Quando permitimos que o outro levante a voz, quando imploramos e argumentamos para que o outro acredite em nós, mesmo quando estamos dizendo a verdade. Quando deixamos que o outro nos obrigue a pedir desculpas por coisas que não fizemos.
O terrorista utilizará todos os dados que tem contra você. Muitas vezes ele apontará seus defeitos ou ações no começo do relacionamento, até que ele consiga mais informações sobre você, a fim de ter todo um roteiro que te faça ser uma verdadeira sombra do que realmente é!
Mas sim, isso somos nós que permitimos também. Todos possuímos um passado, mas não somos refém dele. Agregamos pessoas em nossas vidas e com isso mudamos sabores, costumes, gestos e rotinas. Ninguém precisa ficar justificando o que era antes de conhecer o companheiro. Devemos contar a fim de que o outro saiba de onde viemos, mas o que seremos a partir deste novo relacionamento a responsabilidade é dos dois, e do que vamos fazer com o sentimento e a forma com que vamos agir com o amor.

Todos possuímos um passado,

mas não somos refém dele.

Portanto, antigos relacionamentos não devem ser considerados base para nada. Um novo amor, uma nova base, somos pessoas e aprendemos desde que nascemos. Se já houve um rompimento anterior é porque algo já não estava sendo bom, então para quê usar uma base ultrapassada para uma nova fase?
Informe seu parceiro apenas uma vez sobre todo seu passado e o que o fez querer mudar!
Ficar repetindo em todas as brigas o motivo pelo qual não faria mais o que fez no passado, ainda mais em relação a outras pessoas, é como tentar convencer alguém por insistência e isso não é bom, pois se a pessoa não acreditou em suas palavras na primeira vez, não será na milésima que vai acreditar.
Além do mais, se você acrescentar ou esquecer algo esta pessoa ainda achará mesmo que está mentindo. O terrorista emocional tem facilidade em lembrar-se das palavras de suas vitimas, mas possuem dificuldade de recordar das próprias.
O terrorista emocional vai tornando-se mais forte a cada passo que você o deixar ultrapassar na fronteira do respeito.
Incialmente serão através de criticas, reclamações, ironias, julgamentos e ataques energéticos de polos negativos.
Após um tempo será com gritos e ameaças para você e para as pessoas as quais te cercam.
Em ultimo estágio o terrorista ataca com atos inacreditáveis, como perseguições, invasões, violência e etc..
Mas como reconhecer um terrorista emocional?
Nem sempre será fácil reconhece-los imediatamente, afinal quando conhecemos alguém que tem interesse em nós, esta pessoa dará um jeito de agradar e mostrar todas as vantagens de suas virtudes.
Mas cuidado com pessoas que se dizem “traumatizadas” com outras pessoas. Leve sempre em consideração que um relacionamento só fica ruim se as duas pessoas permitirem. Caso uma esteja desinteressada de sofrer não haverá relacionamento. Ninguém é totalmente vitima e nem totalmente culpada, a mistura química de um relacionamento necessita de dois agentes.

Evite também testar o seu parceiro

Seja sempre muito clara com o que deseja e diga exatamente o que considera intolerável, este negócio de aceitar tudo no inicio é uma armadilha para os dois lados. Lembre-se sempre que temos o hábito de mostrar o nosso lado mais positivo quando estamos investindo num relacionamento. Logo, os primeiros defeitos também serão os mais leves. Se criarmos uma cultura de aceitar tudo para mudar depois será uma ilusão, pois a tendência e ficar um pouco mais pesado, se você aceitou até agora o outro achará que deverá aceitar tudo, agora com base no relacionamento solidificado.
Evite também testar o seu parceiro, testar até onde ele vai pode ser como dizer a ele que ele também pode fazer o mesmo. O ser humano tem uma tendência a aprender, principalmente com o que lhe causam dor. Se você machucá-lo para saber quanto ele gosta de você ele achará que machucar é uma forma de amor.
O terrorista entende que sua obsessão é amor!
É muito comum eles confundirem sentimento de posse com amor. Muitas vezes, o sentimento pesado, aflição, temor, pensamentos obsessivos e repetitivos, ansiedade e apreensão são os sintomas pelos quais eles visualizam o amor, é a única versão que eles têm do sentimento de gostar.
Quando eles se consideram apaixonados, irão tentar te dominar e subjugar, tentando controlar seus passos, jeito, hábitos e gostos. O relacionamento é instável, uma que, caso mudem de ideia você terá que mudar com eles, e tudo o que você não conseguir fazer será usado contra você!
Ele vai te destruir pela autoestima, repetindo diversas vezes seus defeitos, fazendo com que você tenha uma visão ruim de si mesma. Em seguida, os seus relacionamentos com amigos e familiares,  a dominação inicial será sutil, mudando aos poucos, colocando ideias negativas sobre as pessoas ao seu redor, mas se a caso insistir em manter outros ao seu convívio então será guerra declarada! E sim, ele irá declarar guerra contra você a certo ponto de também fazer o mesmo a outra pessoa. Simples, se ele não consegue te afastar das pessoas, ele afastará as pessoas de você.
E sempre será assim, pessoa por pessoa, você sempre terá que escolher, ou os outros ou  ele, a ameaça que ele usará contra você é justamente o fim do relacionamento. O terror da solidão unida á baixa autoestima, faz com que acreditemos que aquela pessoa é a única pessoa que realmente gosta de nós, pois é a pessoa que sofre, chora e vai ao extremo.
Nós também temos uma visão errada do amor, nem sempre quem faz loucura nos ama, para alguns fazer loucura é uma atitude normal, quando estamos em carência afetiva, queremos de qualquer forma nos sentir amados, mas na maioria das vezes o que está faltando é justamente amor, e sobrando doença.

Todos nós, vitimas ou terroristas,

estamos a mercê de que nos causem sofrimentos

O terrorista emocional também sofre, mas prefere acreditar que o problema sempre é do outro, fazendo com que ele vá ao extremo e se apaixone doentiamente por todas suas vitimas, e sempre diz cansado de sofrer, mas sem querer realmente se curar.
O nosso defeito moral e emocional só pode ser corrigido por nós mesmos, quando optamos por olhar para si mesmo como doente e procurar ajuda.
Todos nós, vitimas ou terroristas, estamos a mercê de que nos causem sofrimentos, todos podemos regredir e transformar nossos traumas em facas afiadas no emocional de outras pessoas, mas devemos compreender que temos parte da responsabilidade quando nos ferem e temos a total responsabilidade de nos corrigirmos, ás vezes temos ajuda em nos machucar, mas também temos o poder de nos autorregenerar.
O maior bem que possa receber terá que vir de ti mesmo!

Paula Adriana Canella da Luz tem 32 anos, é assessora comercial, casada, mãe da Duda, estudante de artes místicas, regressão, desdobramentos energéticos e tudo o que tem explicação racional, mas que não limita a mente. Acredita que as pessoas existem conforme o nível de seu pensamento, mas dificilmente são o que pensam ser.

É cobaia de suas próprias teorias, com intuito da melhora do sistema existencial de seu próprio mundo, objetivando encontrar a vacina adequada para seus próprios erros e a conservação de sua humanidade.

Ola pessoal, estamos iniciando uma caminhada de Luz (Pegadas de Luz)
Neste blog, vamos postar textos de pessoas do grupo apometrico, compartilhando sobre Apometria e os tratamentos e como isso nos auxilia no nosso cotidiano.


( a cada semana estaremos colocando um texto diferente)